terça-feira, 27 de setembro de 2016

letter of a spoiled child who lost something

Remember how I always asked you about your day and was always worried about you, what you would be doing or if you had friends somewhere and wouldn’t feel alone? I still do. I still worry that you haven’t met anyone on your first week of class, I still think about your jobs, if people are treating you well, if you are pissed off at most of the staff there and don’t agree with what they are saying. I still think about your flatmates that are boring or overreact in order to impress everyone around, and I know how it annoys you. Sometimes I regret not giving so much importance to all those complaints that you used to make (at least for me, now I imagine you have someone new to hear your problems, just hope I am a better listener) because now I miss them so much, I miss how you used to breath before telling me some annoying situation that happened to you on that day, how I used to think “oh my god here we go again” but with a smile on my face. I wish I could call you right now in the middle of the night, wake you up, make you worried about me just to hear your tired voice, and not understand half of the things you say. I wish I didn’t have to check on your social media every second to see if you are ok or if you have people around you to take care of you while I am not there (and you are not helping on this, thanks). But I do. We do need this, we need to grow up, we need to understand more about ourselves before we can be together again (I know it will happen, do not worry). We need to cry now (at least I do), we need to miss each other so we can know the importance of our relationship (rip for now, but not for ever), we need to wait for a message from each other every second of the day and look at old pictures of happy times. We need this. I need you.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

a rough letter to a rough someone

22/09/16

*Foundations starts playing, now for real*
You may think I really don’t care about your or about your feelings, you may think that everything I’ve done was thinking about myself, and that I really didn’t care about that times I hurt you and that I was being dramatic when I complained about something. I am even sure you will think this text is too much, and this is me trying to be the centre of attention as the one that is suffering the most.
However, the truth is not that. The truth is that I already miss your smell (that most of the times was my smell, thanks for that), I miss the way you moaned when eating something, miss you tired face when getting home all pink and cold, asking for a drink or a massage, I miss your calls when drunk asking for me or joining you on your drunkenness and dancing for our happiness (and nothing more mattered) , I miss how I used to feel angry and just wanted to give you sleeping pills so I could stay in peace for some minutes. I miss making plans for the future that involved both of us, our sons, dog and learning a different language. Even though the present and the future may seem dark, I will always have the past, I will have the us we were before, the us that lasted for so long if we take into consideration it’s been in danger since the first second, the first time I offered you a bottle of cheap wine so I could make you drunk and take you to my room. The same time I doubted I would message you the next day. We were doomed by them (well, at least I was, I just didn’t realise it).
Even though you may hate me and all my dramas and problems right now I just wanted to say thanks. Thanks for being patient, thanks for being by my side, thanks for making plans with me (I will always have some hope on them), thanks for plan trips with me and screwing them and giving me heart attacks, thanks for staying late for me and not killing me when I complained about some of your attitude. Thanks for being you and for accepting me for who I am, even if now we need to follow our lives separately and grow and discover more about us and each other.

I didn’t say good bye before, and this will not be the time I will do it, so….see you, and hope you never forget me (and my arms) because I will never forget you and your special parts (your smile, your eyes, your beard).
Maybe I am right (I doubt it), maybe I am wrong or maybe I'm the middle of the way because I misunderstood a lot of situations because I couldn't understand what you said.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

2. O Médico

Merda, o que eu vou falar pra agradar ele? Será que ele vai rir das minhas piadas? Será que eu vou entender o inglês dele. Porra!
E lá estava eu, com um celular quebrado, tentando encontrar o estudante de medicina inglês que tinha ido me buscar de carro em casa para irmos ver um filme da Disney em sua casa. Acho que essa foi uma das únicas vezes que um convite para ver filme realmente foi de verdade, que o filme não foi substituído por sexo ou quase lá.
Talvez eu seja descompensado, não... na verdade, eu sou descompensado emocionalmente, isso é certo. Mas a culpa é minha se no nosso primeiro encontro, ainda dentro do carro indo pra casa dele ele deu corda pro meu assunto de onde vamos morar quando nos casarmos e qual seria o nome do nosso cachorro? PORRA TO APAIXONADO, SEGUNDA SEMANA NESSE LUGAR E JÁ VOU ARRUMAR UM NAMORADO (o quão errado eu tava, ainda bem).
Juro que tentei evitar todas as conversas sobre medicina e comparar conhecimentos e etc, ainda mais em outra língua, mas ele insistia em falar disso e eu falava, não podia perder “meu futuro marido inglês que tinha aceitado morar em algum lugar entre Londres e Manchester”. Ok, eu queria Londres e ele queria Manchester, então essa foi a solução, desculpa deixar passar a informação sem explicar, não vai acontecer de novo (vai sim).
Lembro que foi a primeira vez que tomei um chá britânico, e ainda mais com leite, e só pensava “merda como vou cuspir isso sem ele perceber?”, mesmo com as promessas dele de que fazia o melhor chá do mundo (o mesmo gosto de todos que vim a tomar).
Filme da Disney passando, a gente abraçado, a gente se beijando em algumas partes, eu pedindo pra ele me explicar o que perdi, eu querendo ficar na casa dele pra sempre, ele não me deixando ir embora, não ia reclamar, e na verdade não reclamei. Ele tinha que buscar a amiga, me ofereceu uma carona, eu disse sim, conheci a amiga, ela já me conhecia, tchau beijos até a próxima.

Round 2
Bom, não esperem um final tão legal quanto esse. O planejamento do casamento e da casa foi trocado por “nossa dei match com seu amigo no Tinder”. O filme abraçadinho e dando vários beijos foi trocado por “minha amiga precisa de mim, já volto” e todo o tempo que passei lá não querendo ir embora virou 1 hora sozinho pesquisando qual ônibus pegar pra ir pra casa. “Oi minha amiga tá bem mal, não sei o que fazer” “Tudo bem, eu vou embora, vai dar atenção pra ela” “Obrigado, eu te levo em casa.”
Carona até em casa, clima chato dentro do carro, eu já imaginava o fim de tudo (e dessa vez eu estava certo), beijos, até a próxima.

Não teve próxima. Ele começou a namorar, eu não comecei a namorar, pelo menos ele não namorou “meu amigo que deu match no Tinder”.
Talvez eu tenha entrado no Facebook dele por meses depois disso, talvez eu tenha torcido pra que esse namoro terminasse antes que eu viesse embora? Aconteceu? Não, obrigado, ainda bem. Mas pelo menos agradeço pelo chá e pelo filme, que agora entrou pra minha lista de filmes favoritos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

1. O turco

E lá estava ele, o menino brasileiro indo morar fora por 1 ano, e disposto a ter o máximo de experiencias possíveis. Aquele era o seu primeiro final de semana naquela cidade que ele nem tinha certeza se gostava, mas que seria sua casa gostasse ele ou não. Ele precisava de sexo, ele precisava treinar seu inglês e conhecer pessoas novas (e sempre fazer as mesmas piadas para tentar conquistar). 
E lá estava ele, batendo na porta do outro rapaz, de uma antiga igreja que havia sido transformada em residência de estudantes. Era frio, ele usava um moletom e brincava de soprar fumaça pela boca enquanto esperava a porta ser aberta. O interior era como de qualquer outro prédio de acomodação estudantil (primeira decepção). O rapaz era Turco, moreno, forte e até bastante simpático, entretanto a cada frase que ele falava, o rapaz pedia para ele falar um pouco mais baixo para não atrapalhar quem estava em volta (segunda decepção). Bom, se ele esperava por alguém que fosse falar que tudo ficaria bem e que aquela era a cidade ideal, esse rapaz não era a melhor opção, pois ele apenas disse que lá era horrível e que ele nunca se encaixaria (terceira decepção).

Cansado de conversar eles começaram a se beijar, e em alguns segundos ele já apalpava o pênis do rapaz com vontade de colocá-lo para fora e sentí-lo dentro da sua boca, e assim o fez. Naquele quarto minúsculo, sem poder fazer muito barulho, ele teve o seu primeiro sexo naquela nova cidade, com aquela pessoa que ele nem se lembra o nome e que tantas coisas negativas disse (e que estavam completamente erradas). Ele via o rosto de prazer do rapaz, entretanto não podia ouvir os gemidos, pois eram abafados, afinal não queriam acordar os vizinhos.
Pouco menos de 40 minutos depois de chegar ele se despedia do rapaz, colocava seu moletom e partia para a caminhada para casa levando consigo um misto de felicidade (afinal estava dada a largada de sexo sem fronteiras) e um pouco de medo e decepção (por morar naquela cidade “chata”).