domingo, 30 de setembro de 2012

algum lugar

por que é tão difícil decidir o que quer? apenas seguir o coração e não tentar pensar no depois. se você ama, ama e pronto, se entrega inteiramente. não importa o que falem , ou o que você pense que possa acontecer. isso deveria ser fácil, mas não é. fazemos as coisas sem pensar, mentira, pensamos até demais para fazer e depois termina nisso. não sendo o que realmente queríamos, o que realmente precisávamos e aí então não tem como mais voltar. até tem, mas não depende de você apenas, depende do outro que está machucado. dúvidas e mais dúvidas surgem. tentar mais uma vez, falar como realmente se sente, que realmente sente algo, ou esconder tudo, mais coisa para deixar debaixo do tapete, junto com outras situações. apenas mais mágoas, arrependimentos, medos para guardar. na verdade até há a possibilidade de arriscar, mas não, melhor não, melhor não pensar demais, apenas siga em frente, continue sua vida. um dia quem sabe acontecerá, mas não, não conduziremos a isso. deixe isso para a vida. se não acontecer não aconteceu, paciência e força para seguir em frente e superar novamente mais esse episódio. um dia tem que dar certo, ou assim espero.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

dois

e então ele estava sozinho. apenas ele, seu travesseiro e o cheiro do outro que acabara de partir. ele não tivera forças nem pra colocar a roupa, então continuava deitado nu em sua cama , enquanto o sol nascia e ia iluminando aos poucos seu corpo. as lembranças da noite passada vinham em sua mente. o gosto de cigarro da boca do outro, sua barba roçando em seu peito, seus olhos apertados para poder vê-lo na escuridão e sem seus óculos. mas o que mais se lembrava era do sorriso do outro, como seus olhos quase se fechava e como ele olhava para seu rosto e não sabia o que fazer, corando e lhe dando um abraço como se nunca fosse lhe deixar. eles conversaram sobre tudo, sobre o passado, o presente e o futuro. se conheceram da maneira mais estranha possível e que não vale ser mencionada e se lembraram disso também e ambos riram e afagaram o cabelo um do outro. também teve aquele momento que começou a fazer frio e eles se aconchegaram debaixo da coberta, abraçados um sentindo a respiração do outro. era a primeira noite que passavam juntos e estava longe de ser a última, ou assim eles esperavam. não fizeram mais do que isso, apenas conversaram , porém sem roupas, afinal não tinha problema , ambos estavam satisfeitos com seus corpos e gostavam do corpo do outro, do contato e da liberdade que tinham. então, amanheceu e a vida seguiu, ele teve que largar aquele cobertor e o travesseiro que te prendiam àquela noite e seguir em frente e esperar que acontecesse de novo.

terra do nunca

não se sabe se ama,se odeia, se apenas gosta. por que saber isso é tão difícil? é importante? talvez seja se você não sabe por qual caminho guiar sua vida. por mais que lute para não sentir nada, será em vão, uma hora tudo virá à tona , mais intenso, mais arrebatador e com mais consequências. e aí sim não haverá saída, você irá se prender àquilo. o cérebro pode ser uma grande arma de influência, entretanto, pode ser seu pior inimigo. ele não te deixa fazer o que realmente quer, mas sim o que julga certo, ou o que os outros disseram ser certo. já o coração não, ele fará você se aventurar, vencer suas barreiras, te levar ao seu limite e fazê-lo ultrapassá-lo . sim, ele errará algumas vezes e se machucará e o cérebro aprenderá com os erros. mas não o coração, ele é inconsequente, impaciente e repetirá tudo , mesmo sabendo que não é o melhor. o coração é um cérebro em sua fase infantil, que nunca irá envelhecer ( que inveja o Peter Pan deve estar sentindo agora) . ou então ele é um filho rebelde, que não segue o que lhe é imposto, faz o que quer, a hora que quer. e nós o seguimos, tomamos conta dele e suportamos sua dor, lhe dando apoio e aconchego. talvez não importe mesmo o que se sinta, nada é certo ou constante quando se trata do coração.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

silhuetas

em um momento eles estavam sentados conversando e no outro estavam deitados na cama, nus, apenas com a luz do luar iluminando. era uma noite quente como de se esperar do verão. a porta estava aberta e entrava uma brisa pela varanda que as vezes refrescava o lugar. o primeiro estava por cima do segundo e suas mãos passeavam pelo corpo do outro. tudo era desconhecido, na escuridão não podia se ver nada, guiava-se apenas pelo tato e esse era o melhor da situação. os beijos pareciam ter mais intensidade, mais paixão, mais vontade. o segundo passava a mão no cabelo do segundo e o apertava contra seu corpo, como uma forma de nunca mais sair dali, de ficarem juntos para sempre, mesmo sabendo que era impossível. suas pernas entrelaçavam-se , parecendo que nunca mais se soltariam, que ficaram presas para sempre e ninguém conseguiria desfazer aquela conexão. o calor os fazia suar mas não demais, apenas ficarem úmidos.eles inverteram as posições, agora o segundo estava por cima e o primeiro passava a mão por suas nádegas e as apertava de forma carinhosa, juntado-as ao seu corpo. havia dois membros rígidos entre eles e então o primeiro levou a mão até eles e então fez movimentos repetitivos nos dois ao mesmo tempo. nesse momento pode-se ouvir a respiração de ambos ofegante e acelerada e as ações se tornando mais intensas. um precisava mais do outro a cada momento, precisava dele presente inteiramente em sua vida, que nunca se separassem, que aquele momento nunca acabasse. porém acabou.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

shelter

é, está acontecendo de novo. e sim, eu tenho certeza que está, eu por acaso fiz força para acordar pensando que fosse um pesadelo. mas não é, é a vida real. até ano passado eu pensava que nada deixaria mais magoado do que o amor e bom, me enganei. esse ano está conseguindo provar , várias e várias vezes que existe algo que é pior. perder uma amizade. entretanto não perdi apenas uma, mas sim várias. algumas até hoje não sei o motivo, outras eu fui colocado como vilão, mas outras, e essa em especial, a culpa foi minha, eu assumo. nem eu entendo o que penso e o que sinto e não espero que ninguém entenda, eu estaria pedindo demais. eu sabia que no momento que eu expressasse em palavras o que realmente se passa na minha cabeça, tudo acabaria. não esse caso em especial, mas todos que eu perdi por culpa minha. talvez eu estivesse certo mesmo, é melhor guardar para mim o que sinto do que falar, por mais que a pessoa esteja do seu lado e confie em você, as veze pode soar como algo ruim ou parecer que você não quer o bem dela. agora já é tarde, agora tudo já está perdido, aquele sentimento que ela tinha por você não existe mais e provavelmente nunca mais existirá, entretanto o seu por ela existe e você gostaria de fazer algo para mudar tudo, de voltar alguns minutos alguns segundos e não ter dito ou feito algo, ou ter dito e feito algo que deveria ser feito no inicio. não falar um eu te amo ou derramar mais uma lágrima, isso poderia parecer falso, mas fazer algo mesmo que na hora doesse ou fosse contra seus "princípios". é, a vida real é uma merda.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

um milésimo

por que amar , ou poder falar em voz alta que ama alguém, precisa esperar um certo tempo? por que não acreditamos na possibilidade de você conseguir amar a pessoa me horas, minutos? amar é gostar tanto daquela pessoa que ela se torna parte de sua vida, ou pelo menos para mim é isso. e você se sentir confortável junto dela para dizer ou fazer o que quiser pois receberá apoio e de boa vontade. e por que isso precisa demorar para acontecer? se conseguimos odiar alguém em segundos, amar também deveria ser assim, e as vezes é. em alguns casos demora para perceber que o sentimento ali presente é amor, mas em outros a ficha cai tão rapidamente quanto piscar. talvez seja por esse motivo que muitas pessoas reclamam que não estão com ninguém. com medo de ser muito cedo, de assustar o outro, de não ser retribuído. e se não for retribuído, qual o problema, na verdade, qual a diferença? se era realmente amor ele não sumirá assim, de uma hora para outra. sim , ele pode surgir repentinamente , mas desaparecer, não, felizmente, ou infelizmente, não. ele vai sumindo aos poucos, como cicatrizes. e por mais que queiramos ou pensemos que ele sumiu, não, ele continuará lá, guardado, apenas menos intensamente, porém ainda existente, apenas esperando uma nova oportunidade.

domingo, 16 de setembro de 2012

ressaca

eles não eram um e provavelmente nunca seriam. não eles em especial , mas ele e qualquer outra pessoa. não havia graça em ser um, claro, seria muito bom pois eles sempre se dariam bem , sem nenhum problema. mas esse seria o problema. quando são apenas um eles se completam em tudo, todos os aspectos e qual é a graça disso? o que salva um relacionamento talvez sejam as divergências: ele gosta de uma banda , o outro não, eles riem e fazem piadas sobre isso. algumas vezes até leva a brigas e isso não é algo ruim, é até bom pois ambos crescem e melhoram, além de mostrar que ambos estão se sentindo livres para mostrarem o que pensam e querem e não apenas se sujeitar às vontades do outro, a satisfazer o companheiro. isso sim é amor, as diferenças e dificuldades que precisam ser enfrentadas e que nunca terminam. logo eu não quero alguém para falar que somos um ou que nos completamos, quero alguém para falar que somos dois, ou até, um e meio, mas que hajam pontos em que nos diferenciemos, mesmo que cause lágrimas ou gritos porque depois sei que nos entenderemos e a reconciliação será melhor que uma vida inteira de calmaria.

sábado, 15 de setembro de 2012

toque

no início eles não se conheciam, eram totalmente estranhos um ao outro. na verdade eles se conheceram sem se conhecer, sabiam apenas seus nomes. e mesmo assim houve o contato, a pele de um tocando a de outro, a mão descendo do cabelo até suas nádegas, o momento mais íntimo que tiveram. o corpo de um era como se fosse algo a ser descoberto pelo outro. suas mãos passeavam por todas as partes . seus cabelos eram o que mais chamava atenção, parecia que nunca terminariam, não importa para que lado ele movimentasse sua mão. seus braços lisos e comuns de um adolescente de 18 anos, não aqueles fortes ou acima do peso, apenas um braço e apenas isso já despertava seus desejos mais profundos. ele queria conhecer mais, queria tirar aquela camisa que impedia de conhecer o outro como se fosse parte do seu corpo, de passar sua mão por cada parte dele e sentir o calor da sua pele emanar em sua mão, que agora já não sabia para onde ir, visto que não poderia ultrapassar aquela barreira por conta do momento. suas pernas roçavam e então um volume surgiu entre elas , um volume que tinha como intenção fazer com que eles se aproximassem, que chegassem mais perto, como se dissesse bem vindo pode entrar. a vontade dele era de abaixar a mão até aquela protuberância do outro e alisá-la e depois entrar em contato com ela de verdade, tocá-la e ver tudo que ela tinha a oferecer, sua textura, seu tamanho, seu formato, tudo. entretanto enquanto ele pensava nisso tudo fim, acabou, de uma hora para outra e nada mais. ele não sabia mais o que esperar, se aquilo voltaria a acontecer e por um momento ele quis que realmente acontecesse de novo, porém mais reservadamente, porém depois de um tempo essa vontade foi se enfraquecendo. talvez porque eles se conheceram, até demais. sentimentos foram postos em jogo, palavras foram ditas, e as consequências estavam ali, na mesa, como se gritando na cara dele que isso não daria em nada, que ele era apenas mais uma aventura. como se dissesse para se afastar porque ambos , seu coração e seu cérebro, sabiam onde terminaria. sim, ele terminaria na intimidade do outro, na mais intima possível, porém depois disso não seria mais nada, ele ficaria sozinho, sem ninguém, chorando, enquanto o outro não ligaria, afinal foi apenas mais um , apenas mais uma pessoa que o amou e satisfez suas vontades até ele se sentir bem consigo mesmo e agora podia seguir em frente finalmente.

one shot

ainda não era amor, ainda. era apenas uma vontade , o sentimento de ter encontrado a pessoa certa, a pessoa que o faria feliz pro resto da vida, ou por um longo período de tempo, já estaria bom. ele havia desistido de qualquer relação sentimental, ou assim dizia, mas nesse caso era diferente. o outro nem sabia da  existência dele, na verdade sabia, e provavelmente o achava assustador e estranho. lhe faltava coragem, lhe faltou coragem, e espera-se que não falte na hora que realmente precisar dessa para chegar perto do outro e falar "olá". um simples sorriso de retribuição já o faria feliz, o simples apertar de mãos, só do outro saber que ele existia. ele já havia imaginado infinitas situações nas quais os dois ficavam juntos, abraçados, em silêncio, satisfeitos apenas com a presença e com a segurança que o outro trazia. entretanto, essas situações e essas cenas eram apenas sonhos, imaginação. nada estava certo de acontecer e provavelmente não aconteceria. ele ficaria sim magoado , porém , ainda lhe restava a imaginação. mais uma vez ele iria desistir do amor, até encontrar uma nova pessoa que o fizesse ficar assim, tocado, sem saber o que fazer. e então ele irá escrever outro texto e falar basicamente as mesmas coisas. mas vamos esperar porque nunca se sabe o que o tempo guarda.