"Oi, você provavelmente não vai ouvir essa mensagem agora, mas eu não sabia mais para quem ligar. Você é meu melhor amigo e a pessoa que mais confio nesse mundo e então só você saberá desse segredo e sei que irá me abraçar e me apoiar em qual for minha escolha. É, eu estou naquela festa e estou meio bêbado e...bom... acabei de beijar o primeiro menino da minha vida. Ok, antes que você brigue comigo e fale que foi um impulso, saiba que não foi. Ele sempre foi meu melhor amigo e esteve do meu lado para o que quer que fosse, e pelo que me contaram ele também sempre foi apaixonado por mim, mas sempre teve medo de me contar, um bobo, porque eu sinto o mesmo por ele. Eu sei que ele estará do meu lado para o que quer seja, desde chorar por uma outra pessoa que não me retribui , apesar de que agora acho que não precisarei mais dessas lágrimas porque tenho ele, ou então para brigar comigo quando precisasse. Ele é aquele tipo de pessoa que você pode contar o seu segredo mais profundo e que vai fazer de tudo para te ajudar, nem que ele tenha que sair do quarto dele em plena madrugada e parar onde quer que você esteja só para poder ver um sorriso no seu rosto e te abraçar, mostrando que ele está lá por você, onde quer que seja, quando quer que seja. Não sei, mas espero que ele continue sendo assim porque nunca encontrarei uma pessoa tão especial em toda a minha vida e eu sei que ele nunca vai me desapontar, principalmente com esse segredo de agora. Aliás vou desligando porque ele já está voltando. Eu amo você e obrigado por me ouvir"
E essas foram as primeiras palavras que ouvi ao acordar e pegar meu celular para ver a mensagem de voz que me acordou. Quem tinha deixado-a era o meu melhor amigo, a pessoa que eu mais amava no mundo e que estava deitada do meu lado na cama dormindo, ainda com a roupa de ontem. Aliás, eu acho que nunca fiquei tão feliz em toda minha vida pois noite passada eu estava com ele todo o tempo, menos quando saí para pegar nossas bebidas e voltei e vi o sorriso mais sincero e feliz do mundo no rosto dele e não sabia o que significava, mas agora eu entendo.
histórias fictícias mas que na minha cabeça aconteceram ou acontecerão em algum momento
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
mais uma história que vocês já sabem o final
E em um instante eles não estavam mais lá. Na verdade estavam sim, fisicamente, porém não psicologicamente. Suas mentes iam para outros lugares.
O primeiro se lembrava da vez que se conheceram. Ambos esperavam o ônibus para irem viajar para aquele lugar frio na serra. Ele ia visitar sua avó e outro iria para se divertir com os amigos. Ele chegou ofegante e com os cabelos caindo pelo rosto, grudando de suar na sua testa morena e perguntou "Olá, é aqui que pega o ônibus?". O outro não conseguiu segurar o riso e soltou uma risada de leve e disse "É sim, e você está um pouco atrasado porque ele saiu não tem nem 10 minutos". Ele simplesmente fez sua cara mais perplexa e deixou todas as malas caírem. O outro disse que se ele se apressasse poderia trocar suas passagens pelo próximo, que sairia em 30 minutos. Ele foi rapidamente e trocou as passagens, mordendo o lábio com o pensamento de que o outro era fofo mas logo tirou isso da cabeça, ele não iria querer nada com ele. Voltando para o ponto agradeceu e eles ficaram conversando, até a hora de entrar e para a surpresa de ambos eles tinham conseguido um lugar ao lado do outro (eu sei é clichê, mas aposto que todos vocês gostariam que assim acontecesse com vocês, então assim será). Durante as duas horas de viagem eles ficaram se conhecendo. Teve até aquele momento em que suas mãos se encontraram e eles não retiraram, apenas seguraram com mais força até o final da viagem, ambos corados e com um sorrisinho , sem olhar um na cara do outro, afinal estavam com medo de estragarem aquele momento. Chegando à cidade eles se despediram e cada um foi para um lado encontrar quem deveriam, apenas um um aperto de mão e um olhar de quem não podia esperar para o próximo encontro.
Já o segundo se lembrava de quando haviam dando o primeiro beijo. Ainda fora naquela viagem, logo após ele brigar com seus amigos e não saber para onde ir. A primeira coisa que passou em sua cabeça de cabelos negros e cacheados foi ligar para o outro e assim o fez. Eles se encontraram em um parque e ele ficou chorando no ombro do outro, até foi grosso por um momento, mas logo se desculpou ao ver que o outro não tinha culpa e só queria seu bem. Era noite e não tinha ninguém ao lado deles, apenas as estrelas e as folhas que caiam naquele outono quase inverno que castigava a cidade (por que castigava? vocês deveriam saber que ambos gostavam de frio, porém me esqueci), então o inverno apenas estava presente na cidade. Ele estava com frio e o outro se ofereceu para abraçá-lo e assim ficaram, deitados , juntos, olhando as estrelas e desabafando sobre as tristezas de suas vidas e como esperavam encontrar alguém que realmente amassem. Nesse momento ele disse que estava cansado disso e resolveu beijar o outro e foi até sua cabeça, porém por um pequeno erro acabou acertando seu nariz e ambos riram e ficaram rolando pela grama fingindo estarem brigando (a primeira de muitas que viriam). Foi nesse momento que eles souberam, eles haviam sido feitos um para o outro e assim deram o primeiro beijo. O hálito de café ainda estava na boca do outro e ele não queria nunca deixar de sentí-lo , e assim foi pelo resto da noite, até o momento que o sol nasceu e em um impulso eles resolveram voltar para sua cidade natal onde ele tinha um apartamento vazio pelo resto das férias de inverno.
Eles podiam não estar ali , mas estavam juntos onde quer que estivessem.
O primeiro se lembrava da vez que se conheceram. Ambos esperavam o ônibus para irem viajar para aquele lugar frio na serra. Ele ia visitar sua avó e outro iria para se divertir com os amigos. Ele chegou ofegante e com os cabelos caindo pelo rosto, grudando de suar na sua testa morena e perguntou "Olá, é aqui que pega o ônibus?". O outro não conseguiu segurar o riso e soltou uma risada de leve e disse "É sim, e você está um pouco atrasado porque ele saiu não tem nem 10 minutos". Ele simplesmente fez sua cara mais perplexa e deixou todas as malas caírem. O outro disse que se ele se apressasse poderia trocar suas passagens pelo próximo, que sairia em 30 minutos. Ele foi rapidamente e trocou as passagens, mordendo o lábio com o pensamento de que o outro era fofo mas logo tirou isso da cabeça, ele não iria querer nada com ele. Voltando para o ponto agradeceu e eles ficaram conversando, até a hora de entrar e para a surpresa de ambos eles tinham conseguido um lugar ao lado do outro (eu sei é clichê, mas aposto que todos vocês gostariam que assim acontecesse com vocês, então assim será). Durante as duas horas de viagem eles ficaram se conhecendo. Teve até aquele momento em que suas mãos se encontraram e eles não retiraram, apenas seguraram com mais força até o final da viagem, ambos corados e com um sorrisinho , sem olhar um na cara do outro, afinal estavam com medo de estragarem aquele momento. Chegando à cidade eles se despediram e cada um foi para um lado encontrar quem deveriam, apenas um um aperto de mão e um olhar de quem não podia esperar para o próximo encontro.
Já o segundo se lembrava de quando haviam dando o primeiro beijo. Ainda fora naquela viagem, logo após ele brigar com seus amigos e não saber para onde ir. A primeira coisa que passou em sua cabeça de cabelos negros e cacheados foi ligar para o outro e assim o fez. Eles se encontraram em um parque e ele ficou chorando no ombro do outro, até foi grosso por um momento, mas logo se desculpou ao ver que o outro não tinha culpa e só queria seu bem. Era noite e não tinha ninguém ao lado deles, apenas as estrelas e as folhas que caiam naquele outono quase inverno que castigava a cidade (por que castigava? vocês deveriam saber que ambos gostavam de frio, porém me esqueci), então o inverno apenas estava presente na cidade. Ele estava com frio e o outro se ofereceu para abraçá-lo e assim ficaram, deitados , juntos, olhando as estrelas e desabafando sobre as tristezas de suas vidas e como esperavam encontrar alguém que realmente amassem. Nesse momento ele disse que estava cansado disso e resolveu beijar o outro e foi até sua cabeça, porém por um pequeno erro acabou acertando seu nariz e ambos riram e ficaram rolando pela grama fingindo estarem brigando (a primeira de muitas que viriam). Foi nesse momento que eles souberam, eles haviam sido feitos um para o outro e assim deram o primeiro beijo. O hálito de café ainda estava na boca do outro e ele não queria nunca deixar de sentí-lo , e assim foi pelo resto da noite, até o momento que o sol nasceu e em um impulso eles resolveram voltar para sua cidade natal onde ele tinha um apartamento vazio pelo resto das férias de inverno.
Eles podiam não estar ali , mas estavam juntos onde quer que estivessem.
sábado, 8 de dezembro de 2012
703D
Não vão ser mais uma história sobre amor, seja desilusão ou concretização. Será apenas um desabafo de alguém que não estava bem e conseguiu ficar graças a pessoas especiais.
Talvez gastar muito com alguém e levá-la a um restaurante caro e depois ao cinema como forma de mostrar que quer algo não seja tão sincera quanto ir a um parque, sentar em uma árvore, ver o tempo e rir de tudo. O sol tocar o rosto e você fechar o olho e sentir algo diferente, sentir um beijo. Um abraço , uma risada, tudo isso fica .. não sei... mais natural, mais verdadeiro, mais descontraído. Não precisa ter medo de falar em voz alta e atrapalhar alguém ou ter pessoas praticamente em cima de você. Você pode olhar diretamente no olho do outro e ver seu reflexo e ver um sorriso nascer como quem diz "o que você tá olhando?" mas de uma maneira boa, de quem está sem graça.
Ao mesmo tempo pode ser uma forma de você estar com muitas pessoas que gosta. Correr por lá, gritar quando quiser, deitar um em cima do outro e ficarem rindo, não importando a altura, e todos escondendo o rosto do sol. Aliás esse sol não está de brincadeira, não está perdoando, mas que seja, estamos aqui pra falar de momentos felizes ao ar livre. De um abraço no qual você pula no colo do outro e saem rodando por lá e caem na grama e ficam rindo da situação e de alguém que passa por perto e está engraçado.
E antes que digam que o diferente não é bem visto, isso não é verdade. Sim, ele ainda pode ser estranho para alguns, mas não é mais errado. Ele causa curiosidade, isso é inegável, mas quem disse que é algo ruim? É assim que conhecemos o que está ao nosso redor, o novo , que pode nos ensinar muito mais do que pensamos. Não ter medo é a melhor coisa. Poder mostrar seus sentimentos e vontades não importa o lugar ou com quem esteja.
Para alguns, ou muitos, não fará o menor sentido mas não sei, precisava tirar isso daqui e não sabia um lugar melhor para me expressar dessa forma e poder ser entendido ou ser levado a sério.
Talvez gastar muito com alguém e levá-la a um restaurante caro e depois ao cinema como forma de mostrar que quer algo não seja tão sincera quanto ir a um parque, sentar em uma árvore, ver o tempo e rir de tudo. O sol tocar o rosto e você fechar o olho e sentir algo diferente, sentir um beijo. Um abraço , uma risada, tudo isso fica .. não sei... mais natural, mais verdadeiro, mais descontraído. Não precisa ter medo de falar em voz alta e atrapalhar alguém ou ter pessoas praticamente em cima de você. Você pode olhar diretamente no olho do outro e ver seu reflexo e ver um sorriso nascer como quem diz "o que você tá olhando?" mas de uma maneira boa, de quem está sem graça.
Ao mesmo tempo pode ser uma forma de você estar com muitas pessoas que gosta. Correr por lá, gritar quando quiser, deitar um em cima do outro e ficarem rindo, não importando a altura, e todos escondendo o rosto do sol. Aliás esse sol não está de brincadeira, não está perdoando, mas que seja, estamos aqui pra falar de momentos felizes ao ar livre. De um abraço no qual você pula no colo do outro e saem rodando por lá e caem na grama e ficam rindo da situação e de alguém que passa por perto e está engraçado.
E antes que digam que o diferente não é bem visto, isso não é verdade. Sim, ele ainda pode ser estranho para alguns, mas não é mais errado. Ele causa curiosidade, isso é inegável, mas quem disse que é algo ruim? É assim que conhecemos o que está ao nosso redor, o novo , que pode nos ensinar muito mais do que pensamos. Não ter medo é a melhor coisa. Poder mostrar seus sentimentos e vontades não importa o lugar ou com quem esteja.
Para alguns, ou muitos, não fará o menor sentido mas não sei, precisava tirar isso daqui e não sabia um lugar melhor para me expressar dessa forma e poder ser entendido ou ser levado a sério.
domingo, 30 de setembro de 2012
algum lugar
por que é tão difícil decidir o que quer? apenas seguir o coração e não tentar pensar no depois. se você ama, ama e pronto, se entrega inteiramente. não importa o que falem , ou o que você pense que possa acontecer. isso deveria ser fácil, mas não é. fazemos as coisas sem pensar, mentira, pensamos até demais para fazer e depois termina nisso. não sendo o que realmente queríamos, o que realmente precisávamos e aí então não tem como mais voltar. até tem, mas não depende de você apenas, depende do outro que está machucado. dúvidas e mais dúvidas surgem. tentar mais uma vez, falar como realmente se sente, que realmente sente algo, ou esconder tudo, mais coisa para deixar debaixo do tapete, junto com outras situações. apenas mais mágoas, arrependimentos, medos para guardar. na verdade até há a possibilidade de arriscar, mas não, melhor não, melhor não pensar demais, apenas siga em frente, continue sua vida. um dia quem sabe acontecerá, mas não, não conduziremos a isso. deixe isso para a vida. se não acontecer não aconteceu, paciência e força para seguir em frente e superar novamente mais esse episódio. um dia tem que dar certo, ou assim espero.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
dois
e então ele estava sozinho. apenas ele, seu travesseiro e o cheiro do outro que acabara de partir. ele não tivera forças nem pra colocar a roupa, então continuava deitado nu em sua cama , enquanto o sol nascia e ia iluminando aos poucos seu corpo. as lembranças da noite passada vinham em sua mente. o gosto de cigarro da boca do outro, sua barba roçando em seu peito, seus olhos apertados para poder vê-lo na escuridão e sem seus óculos. mas o que mais se lembrava era do sorriso do outro, como seus olhos quase se fechava e como ele olhava para seu rosto e não sabia o que fazer, corando e lhe dando um abraço como se nunca fosse lhe deixar. eles conversaram sobre tudo, sobre o passado, o presente e o futuro. se conheceram da maneira mais estranha possível e que não vale ser mencionada e se lembraram disso também e ambos riram e afagaram o cabelo um do outro. também teve aquele momento que começou a fazer frio e eles se aconchegaram debaixo da coberta, abraçados um sentindo a respiração do outro. era a primeira noite que passavam juntos e estava longe de ser a última, ou assim eles esperavam. não fizeram mais do que isso, apenas conversaram , porém sem roupas, afinal não tinha problema , ambos estavam satisfeitos com seus corpos e gostavam do corpo do outro, do contato e da liberdade que tinham. então, amanheceu e a vida seguiu, ele teve que largar aquele cobertor e o travesseiro que te prendiam àquela noite e seguir em frente e esperar que acontecesse de novo.
terra do nunca
não se sabe se ama,se odeia, se apenas gosta. por que saber isso é tão difícil? é importante? talvez seja se você não sabe por qual caminho guiar sua vida. por mais que lute para não sentir nada, será em vão, uma hora tudo virá à tona , mais intenso, mais arrebatador e com mais consequências. e aí sim não haverá saída, você irá se prender àquilo. o cérebro pode ser uma grande arma de influência, entretanto, pode ser seu pior inimigo. ele não te deixa fazer o que realmente quer, mas sim o que julga certo, ou o que os outros disseram ser certo. já o coração não, ele fará você se aventurar, vencer suas barreiras, te levar ao seu limite e fazê-lo ultrapassá-lo . sim, ele errará algumas vezes e se machucará e o cérebro aprenderá com os erros. mas não o coração, ele é inconsequente, impaciente e repetirá tudo , mesmo sabendo que não é o melhor. o coração é um cérebro em sua fase infantil, que nunca irá envelhecer ( que inveja o Peter Pan deve estar sentindo agora) . ou então ele é um filho rebelde, que não segue o que lhe é imposto, faz o que quer, a hora que quer. e nós o seguimos, tomamos conta dele e suportamos sua dor, lhe dando apoio e aconchego. talvez não importe mesmo o que se sinta, nada é certo ou constante quando se trata do coração.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
silhuetas
em um momento eles estavam sentados conversando e no outro estavam deitados na cama, nus, apenas com a luz do luar iluminando. era uma noite quente como de se esperar do verão. a porta estava aberta e entrava uma brisa pela varanda que as vezes refrescava o lugar. o primeiro estava por cima do segundo e suas mãos passeavam pelo corpo do outro. tudo era desconhecido, na escuridão não podia se ver nada, guiava-se apenas pelo tato e esse era o melhor da situação. os beijos pareciam ter mais intensidade, mais paixão, mais vontade. o segundo passava a mão no cabelo do segundo e o apertava contra seu corpo, como uma forma de nunca mais sair dali, de ficarem juntos para sempre, mesmo sabendo que era impossível. suas pernas entrelaçavam-se , parecendo que nunca mais se soltariam, que ficaram presas para sempre e ninguém conseguiria desfazer aquela conexão. o calor os fazia suar mas não demais, apenas ficarem úmidos.eles inverteram as posições, agora o segundo estava por cima e o primeiro passava a mão por suas nádegas e as apertava de forma carinhosa, juntado-as ao seu corpo. havia dois membros rígidos entre eles e então o primeiro levou a mão até eles e então fez movimentos repetitivos nos dois ao mesmo tempo. nesse momento pode-se ouvir a respiração de ambos ofegante e acelerada e as ações se tornando mais intensas. um precisava mais do outro a cada momento, precisava dele presente inteiramente em sua vida, que nunca se separassem, que aquele momento nunca acabasse. porém acabou.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
shelter
é, está acontecendo de novo. e sim, eu tenho certeza que está, eu por acaso fiz força para acordar pensando que fosse um pesadelo. mas não é, é a vida real. até ano passado eu pensava que nada deixaria mais magoado do que o amor e bom, me enganei. esse ano está conseguindo provar , várias e várias vezes que existe algo que é pior. perder uma amizade. entretanto não perdi apenas uma, mas sim várias. algumas até hoje não sei o motivo, outras eu fui colocado como vilão, mas outras, e essa em especial, a culpa foi minha, eu assumo. nem eu entendo o que penso e o que sinto e não espero que ninguém entenda, eu estaria pedindo demais. eu sabia que no momento que eu expressasse em palavras o que realmente se passa na minha cabeça, tudo acabaria. não esse caso em especial, mas todos que eu perdi por culpa minha. talvez eu estivesse certo mesmo, é melhor guardar para mim o que sinto do que falar, por mais que a pessoa esteja do seu lado e confie em você, as veze pode soar como algo ruim ou parecer que você não quer o bem dela. agora já é tarde, agora tudo já está perdido, aquele sentimento que ela tinha por você não existe mais e provavelmente nunca mais existirá, entretanto o seu por ela existe e você gostaria de fazer algo para mudar tudo, de voltar alguns minutos alguns segundos e não ter dito ou feito algo, ou ter dito e feito algo que deveria ser feito no inicio. não falar um eu te amo ou derramar mais uma lágrima, isso poderia parecer falso, mas fazer algo mesmo que na hora doesse ou fosse contra seus "princípios". é, a vida real é uma merda.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
um milésimo
por que amar , ou poder falar em voz alta que ama alguém, precisa esperar um certo tempo? por que não acreditamos na possibilidade de você conseguir amar a pessoa me horas, minutos? amar é gostar tanto daquela pessoa que ela se torna parte de sua vida, ou pelo menos para mim é isso. e você se sentir confortável junto dela para dizer ou fazer o que quiser pois receberá apoio e de boa vontade. e por que isso precisa demorar para acontecer? se conseguimos odiar alguém em segundos, amar também deveria ser assim, e as vezes é. em alguns casos demora para perceber que o sentimento ali presente é amor, mas em outros a ficha cai tão rapidamente quanto piscar. talvez seja por esse motivo que muitas pessoas reclamam que não estão com ninguém. com medo de ser muito cedo, de assustar o outro, de não ser retribuído. e se não for retribuído, qual o problema, na verdade, qual a diferença? se era realmente amor ele não sumirá assim, de uma hora para outra. sim , ele pode surgir repentinamente , mas desaparecer, não, felizmente, ou infelizmente, não. ele vai sumindo aos poucos, como cicatrizes. e por mais que queiramos ou pensemos que ele sumiu, não, ele continuará lá, guardado, apenas menos intensamente, porém ainda existente, apenas esperando uma nova oportunidade.
domingo, 16 de setembro de 2012
ressaca
eles não eram um e provavelmente nunca seriam. não eles em especial , mas ele e qualquer outra pessoa. não havia graça em ser um, claro, seria muito bom pois eles sempre se dariam bem , sem nenhum problema. mas esse seria o problema. quando são apenas um eles se completam em tudo, todos os aspectos e qual é a graça disso? o que salva um relacionamento talvez sejam as divergências: ele gosta de uma banda , o outro não, eles riem e fazem piadas sobre isso. algumas vezes até leva a brigas e isso não é algo ruim, é até bom pois ambos crescem e melhoram, além de mostrar que ambos estão se sentindo livres para mostrarem o que pensam e querem e não apenas se sujeitar às vontades do outro, a satisfazer o companheiro. isso sim é amor, as diferenças e dificuldades que precisam ser enfrentadas e que nunca terminam. logo eu não quero alguém para falar que somos um ou que nos completamos, quero alguém para falar que somos dois, ou até, um e meio, mas que hajam pontos em que nos diferenciemos, mesmo que cause lágrimas ou gritos porque depois sei que nos entenderemos e a reconciliação será melhor que uma vida inteira de calmaria.
sábado, 15 de setembro de 2012
toque
no início eles não se conheciam, eram totalmente estranhos um ao outro. na verdade eles se conheceram sem se conhecer, sabiam apenas seus nomes. e mesmo assim houve o contato, a pele de um tocando a de outro, a mão descendo do cabelo até suas nádegas, o momento mais íntimo que tiveram. o corpo de um era como se fosse algo a ser descoberto pelo outro. suas mãos passeavam por todas as partes . seus cabelos eram o que mais chamava atenção, parecia que nunca terminariam, não importa para que lado ele movimentasse sua mão. seus braços lisos e comuns de um adolescente de 18 anos, não aqueles fortes ou acima do peso, apenas um braço e apenas isso já despertava seus desejos mais profundos. ele queria conhecer mais, queria tirar aquela camisa que impedia de conhecer o outro como se fosse parte do seu corpo, de passar sua mão por cada parte dele e sentir o calor da sua pele emanar em sua mão, que agora já não sabia para onde ir, visto que não poderia ultrapassar aquela barreira por conta do momento. suas pernas roçavam e então um volume surgiu entre elas , um volume que tinha como intenção fazer com que eles se aproximassem, que chegassem mais perto, como se dissesse bem vindo pode entrar. a vontade dele era de abaixar a mão até aquela protuberância do outro e alisá-la e depois entrar em contato com ela de verdade, tocá-la e ver tudo que ela tinha a oferecer, sua textura, seu tamanho, seu formato, tudo. entretanto enquanto ele pensava nisso tudo fim, acabou, de uma hora para outra e nada mais. ele não sabia mais o que esperar, se aquilo voltaria a acontecer e por um momento ele quis que realmente acontecesse de novo, porém mais reservadamente, porém depois de um tempo essa vontade foi se enfraquecendo. talvez porque eles se conheceram, até demais. sentimentos foram postos em jogo, palavras foram ditas, e as consequências estavam ali, na mesa, como se gritando na cara dele que isso não daria em nada, que ele era apenas mais uma aventura. como se dissesse para se afastar porque ambos , seu coração e seu cérebro, sabiam onde terminaria. sim, ele terminaria na intimidade do outro, na mais intima possível, porém depois disso não seria mais nada, ele ficaria sozinho, sem ninguém, chorando, enquanto o outro não ligaria, afinal foi apenas mais um , apenas mais uma pessoa que o amou e satisfez suas vontades até ele se sentir bem consigo mesmo e agora podia seguir em frente finalmente.
one shot
ainda não era amor, ainda. era apenas uma vontade , o sentimento de ter encontrado a pessoa certa, a pessoa que o faria feliz pro resto da vida, ou por um longo período de tempo, já estaria bom. ele havia desistido de qualquer relação sentimental, ou assim dizia, mas nesse caso era diferente. o outro nem sabia da existência dele, na verdade sabia, e provavelmente o achava assustador e estranho. lhe faltava coragem, lhe faltou coragem, e espera-se que não falte na hora que realmente precisar dessa para chegar perto do outro e falar "olá". um simples sorriso de retribuição já o faria feliz, o simples apertar de mãos, só do outro saber que ele existia. ele já havia imaginado infinitas situações nas quais os dois ficavam juntos, abraçados, em silêncio, satisfeitos apenas com a presença e com a segurança que o outro trazia. entretanto, essas situações e essas cenas eram apenas sonhos, imaginação. nada estava certo de acontecer e provavelmente não aconteceria. ele ficaria sim magoado , porém , ainda lhe restava a imaginação. mais uma vez ele iria desistir do amor, até encontrar uma nova pessoa que o fizesse ficar assim, tocado, sem saber o que fazer. e então ele irá escrever outro texto e falar basicamente as mesmas coisas. mas vamos esperar porque nunca se sabe o que o tempo guarda.
domingo, 26 de agosto de 2012
the kids are all right
sabe quando você é criança e seus pais te ensinam a entrar aos poucos na água? primeiro um pé, depois outro, a perna e assim em diante. porém isso não tem graça para a criança e ela precisa de mais, ela precisa de algo diferente, algo novo. mergulhar de cabeça. sim, tudo de uma só vez, sem esperas, sem tempo para julgar , para decidir, para racionar, apenas ir e ver no que dá. a adrenalina do momento, tudo intensificado, tudo melhorado, o máximo que se pode esperar. entretanto nem sempre convém tal técnica. quando o lugar é pequeno, raso ou desconhecido é mais prudente ir por partes, se acostumando. entretanto existem crianças diferentes, aquelas que não param para pensar e simplesmente arriscam. mergulham de cabeça. e isso pode machucá-la. aquela intensidade que a fazia bem pode vir e levá-la para o outro lado, o do arrependimento, do sofrimento e aí não tem como mais voltar. é de se esperar que ela aprenda a não fazer mais isso, mas como sabemos como são essas crianças, isso não acontece. logo depois ela está se jogando toda de uma vez novamente, por mais que ela se machuque e diga que isso não irá se repetir, isso se repete. cada vez mais doloroso, cada vez mais fundo. quando ela vai cansar disso e perceber que não se deve fazer? quando não tiver mais chance de voltar atrás e não conseguir mais sair da água para nela entrar de novo? quando se afogar naquele lugar sem ter mais saída nem ninguém para salvá-la?
sábado, 26 de maio de 2012
apenas mais um texto brega e sem sentido aparente
a única coisa que ele não se desculparia se deixasse acontecer era se quebrasse o cristal que havia prometigo guardar para toda a sua vida. sim, ele o guardaria para sempre e faria de tudo para nao danificá-lo, mas lá estava ele, no chão, despedaçado em milhares de pedaços. o que ele poderia fazer agora? por mais que ele juntasse os cacos não voltaria o que era antes. ele não confiaria em si para protegê-lo novamente, nem o cristal, se tivesse escolha, confiaria nele. ele sempre o amaria , não importa o que acontecesse. ele se odiava por ter feito aquilo, por ter dito algo e não ter conseguido cumprir. o cristal brilhava com as lágrimas que desciam do seu rosto e refletiam a luz do sol que passava pela janela. ele pensou em pegar um dos cacos e acabar com tudo, não poder machucar mais ninguém, mas então ele percebeu que não havia mais o que perder, que nao poderia mais destruir nada com que se importasse.tudo que ele sempre quis proteger, o que era mais precioso em sua vida estava ali, sem o brilho que sempre teve, porém o sentimento era o mesmo. ele tomou uma decisão: de agora em diante não se proporia a tomar conta de algo que não desse conta, se fosse para sofrer por algo que sofresse sozinho, que não arrastasse algo para junto dele.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
there is a light that never goes out
eles finalmente estavam juntos. ele finalmente podia abraçar o outro, podia ter o outro, podia beijar o outro. ele queria parar aquele momento e vivê-lo para sempre, mas como tudo, isso não era possível. parece que a vida queria apenas brincar com eles, deixá-los com o gosto na boca, a sensação de como era terem um ao outro, de como era estarem juntos, sozinhos, só eles e todo o amor que carregavam e não podiam demonstrar pessoalmente até aquele momento. ele nao estava com medo, nem nervoso, ele estava preparado, ele esperava por aquele momento desde sempre e confiava no outro sua vida, confiava sua felicidade, sabia que o outro o faria feliz nao importa como. a chuva caia, o frio batia em seus corpos e eles se esquentavam na cama bagunçada. por que o tempo nao poderia passar arrastado, só naquele dia? o tempo poderia ter pena deles e ser solidário, afinal, a próxima vez que se veriam era incerta, sem data definida. essa é a maravilha da vida, a incerteza. quando se veriam? o que aquilo significava? qual seria o destino deles? o que fariam? os dois estavam meio confusos, não confusos sobre o que queriam, mas confusos sobre o que fazerem depois daquele dia. como aguentariam ficar separados? não aguentariam, a saudade deixaria aquela cena bem clara todos os dias. sempre que se lembrassem do momento, um aperto viria nos seus peitos, mostrando que eles tiveram algo que sempre desejavam, mas nada podiam fazer, a nao ser esperar. as lágrimas viriam, em alguns casos mais cedo, em outros mais tarde. agora ele volta para a cama onde estiveram deitados naquele dia e o que encontra? nada, a cama arrumada, um cobertor para o esquentar e as lembranças daquela tarde, acompanhadas de lágrimas, de saudade.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
confusão
Ele procurava por sua mão, mas ela não estava mais lá, na verdade ela nunca esteve, tudo fora apenas um sonho, apenas uma ilusão. Ele realmente acreditou que eles poderiam ficar juntos, que ele finalmente conseguiria alguém que sentisse por ele o que ele sentia. Ele encontrou, era verdade, mas não fora tão fácil quanto ele imaginava. Ele queria acordar enrolado nos seus braços, lhe dar um beijo pela manhã e esperar o café ficar pronto para eles tomarem na cama enquanto assistiam o nascer do sol. Nada disso era possível, era apenas mais uma ilusão na sua vida, mais uma coisa que ela o mostrou e depois que ele dependia dela, retirou, como se fosse um brinquedo que cai da mão de um bebê. Confusão era a palavra que definia aquilo. Um tinha certeza do que queria, que faria de tudo para ter, o outro também queria, mas não com tanta certeza, era tudo novo para ele. Ouvir as músicas fazia um lembrar do outro e sem perceber uma lágrima escapava e ia repousar docemente nos lábios, que formavam um sorriso. Uma mistura de felicidade com tristeza, como ele queria estar junto do outro, as mãos entrelaçadas, como se fossem apenas uma, como se eles fossem apenas um. Todos os dias ele desejava que aquela distância não existisse mais, que não existisse dificuldade, que ele pudesse ter a única pessoa que ele amava e que valia a pena amar, que não o machucaria. Ele ja dependia do outro, não havia mais nada que pudessem fazer, eles estavam conectados. Tudo que um fazia, ouvia, via , lembrava o outro, um era o abrigo do outro, o porto seguro. Não confiava em mais ninguém como confiava nele. Mas, apesar disso tudo, nada, sua mão contiuava vazia, na mesma intensidade que ele pensava em um final onde tudo dava certo e eles pudessem estar um com o outro quando quisessem.
domingo, 22 de abril de 2012
nada
Ele deitado no chão, o que o confortava era o sangue quente que saia da parte de trás de sua cabeça, naquela tarde fria e chuvosa, mas que logo seria varrido pela chuva. A sensação de que ele estava onde devia, que nada o poderia afetar. Mais uma manhã, ele acordou procurando por ela. Não escontrou sua mão, não encontrou seus lábios. Ele ainda não havia se acostumado com a ideia, ela não estava mais lá e nunca mais estaria, ela se fora, para sempre. A carta, que continuava em cima da mesa com a mancha da lágrima que caira nos meios da palavra e borrara a tinta, comprovava isso. Ele tinha que seguir em frente, por mais que doesse. Ele pensou em pegar o telefone e ligar para aquela que costumava ser sua melhor amiga e lhe contar do encontro que tinha, como desejava ter seguido o que ela dissera de que aquilo poderia destruir a amizade deles. Ela passou de melhor amiga a namorada, de namorada a nada, apenas mais uma história no passado. Ele se arrumava. Uma calça preta, camisa branca e um cardigan preto, esperava destacar suas feições apáticas decorrentes do fato de não sair de casa. Ele havia pensado em desistir de tudo, de acabar com o sofrimento, acabar com sua vida, mas não, não valia a pena. Ele conseguiria ser feliz sem ela, conseguiria seguir sua vida. Ela conseguiu, antes mesmo de largá-lo para tentar a vida na cidade grande. Ele fechou a porta, algo dizia que ele estava fazendo o certo, que ele estava se direcionando ao lugar que devia ir. Desceu as escadas e abriu a porta, e saiu para a rua. As nuvens, o frio e a fina chuva mostravam a chegada do inverno e ele agradecia por ter colocado aquelas roupas. Ele continuou andando, a chuva batendo no seu rosto, assim nao precisaria esconder suas lágrimas até a casa dela, não que ele quisesse chorar, apenas por precaução. O sinal estava aberto e ele esperou, e quando se fechou ele colocou o pé na rua, para atravessar para o outro lado. Aquela rua , ele imaginava, o separava da tão esperada felicidade com outra pessoa. Entretanto, nunca saberemos se ele realmente seria feliz, tudo por culpa do carro que não conseguiu parar antes da luz ficar vermelha.
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